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Ataques cibernéticos, a ameaça inevitável

Os crimes cibernéticos são uma realidade em todo o mundo e já atingiram empresas de diferentes tamanhos e segmentos, trazendo à tona a vulnerabilidade dos sistemas corporativos em relação à proteção de dados sigilosos e refletindo de forma devastadora não apenas em seus cofres, mas também na reputação e imagem de suas marcas.

Não é mais possível evitar o tema ou fechar os olhos para um risco tão eminente. Os números são assustadores e crescem em larga escala. Segundo a Accenture, cada crime cibernético ocorrido em 2018 custou em média US$ 13 milhões às empresas.  Já a Varonis estimou que os danos relacionados a crimes cibernéticos atingirão US$ 6 tri por ano em 2021.

O fato é que o mundo cibernético está passando por uma grande revolução. Ao mesmo tempo em que surgem novas tecnologias que nos levam para a Nuvem, também conhecida como Cloud Computing, os desafios de segurança da informação tornam-se gigantescos.

O Brasil é o quarto país mais atingido por ataques cibernéticos e incidentes de segurança da informação. Grandes empresas, órgãos do governo, instituições de ensino, bancos, entre outros tipos de corporações, já passaram por graves incidentes. Atualmente, o tema lidera o ranking brasileiro dos riscos mais importantes para um negócio, segundo o relatório Allianz Risk Barometer de 2019.

Alguns casos ficaram muito famosos no Brasil e internacionalmente, como o da Netshoes e do Banco Inter. No caso da Netshoes, que ocorreu em 2017, foram vazados mais de 2 milhões de cadastros de clientes, contendo informações pessoais e financeiras. O impacto foi tão grande para o negócio que a empresa perdeu cerca de 80% de seu valor de mercado, sendo vendida em 2019 para o Magazine Luiza.

Já no caso do Banco Inter, em 2018, dados pessoais de milhares de clientes, funcionários e executivos do banco foram colocados em um arquivo criptografado de 40GB, que foi comercializado na Deep Web. Neste arquivo, foram encontradas fotos de cheques, documentos, transações, e-mails, informações pessoais, chaves de segurança e senhas de cerca de 100 mil pessoas, o que impactou seriamente o crescimento do banco.

Além destes casos, podemos citar incidentes de segurança que ocorreram globalmente, como o ataque de Ransomware WannaCry em 2017 que teve impactos significativos no Brasil. Neste tipo de incidente, um software malicioso acessa a rede de empresas e pessoas que possuem o sistema operacional Windows desatualizado. O Ransomware criptografa (codifica) os arquivos do computador e o usuário recebe uma mensagem exigindo um resgate, a ser pago em Bitcoin (moeda digital), para que os arquivos possam ser recuperados. Atualmente, a cada 14 segundos, um novo ataque de Ransomware ocorre no mundo.

Ataques cibernéticos são inevitáveis, mas precisamos estar preparados para lidar com o problema. A capacitação contínua dos profissionais de tecnologia e de segurança da informação é, sem dúvida, o melhor e único caminho possível. Todos devemos começar a aprender sobre o assunto. Criar um ambiente seguro e com cultura de cibersegurança é uma responsabilidade de todos.

Almir Meira Alves
Cyber Training Officer na CECyber

Referências sobre os ataques sofridos pelas empresas mencionadas no artigo:

http://www.securityreport.com.br/destaques/mpdft-e-netshoes-firmam-acordo-de-indenizacao-apos-vazamento-de-dados/#.XhM9c0dKjIU

https://www.tecmundo.com.br/seguranca/129428-vazamento-netshoes-continua-totaliza-dados-2-5-milhoes-clientes.htm

https://olhardigital.com.br/noticia/magazine-luiza-eleva-proposta-de-compra-da-netshoes-para-r-93-milhoes/86228

https://olhardigital.com.br/fique_seguro/noticia/investigacao-de-mp-conclui-que-banco-inter-vazou-dados-de-19-mil-correntistas/77721

https://olhardigital.com.br/fique_seguro/noticia/banco-inter-pagara-r-1-5-milhao-por-vazar-dados-de-quase-20-mil-pessoas/80774