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Relatório aponta preocupação dos executivos nas questões de Segurança Cibernética

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Apenas 8% dos executivos entrevistados pela FireEye para a pesquisa 2020 Cyber Trendscape Report acreditam que os fornecedores de soluções de tecnologia e segurança cibernética estão fazendo um trabalho “muito bom” quando se trata de proteger suas organizações. O relatório é baseado em respostas de executivos com funções na área de segurança cibernética, incluindo executivos C-level, diretores seniores e vice-presidentes. Os entrevistados representam uma ampla variedade de indústrias e países, incluindo EUA, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, China, Japão e Coréia do Sul. Apesar de 92% não estarem totalmente satisfeitos com os fornecedores, mais da metade disse que governos e agências reguladoras estão fazendo um trabalho bom ou muito bom.

Mais de 800 executivos de cyber de todo o mundo foram ouvidos pela FireEye e paradoxalmente a maioria não acha as soluções de segurança cibernética caras pelo valor que oferecem. No geral, 57% dos entrevistados acreditam que o custo da segurança cibernética é razoável por seu valor e 25% disseram que é barato, enquanto 18% dos entrevistados disseram que é caro. Curiosamente, o Canadá (42%) e o Reino Unido (38%) tiveram o maior número de executivos apontando que a segurança cibernética é barata, enquanto os Estados Unidos (28%) e o Japão (29%) tiveram o maior número de entrevistados que acreditam que é caro.

Seguro cibernético

Mais de três quartos das organizações planejam aumentar seu orçamento de segurança cibernética para 2020 – a maioria poderá elevar o orçamento entre 1% e 9%. A grande maioria das empresas já possui ou planeja obter seguro cibernético nos próximos 18 meses. Porém, mais da metade das pessoas que responderam “minha empresa tem seguro” afirmam que é difícil encontrá-lo e está preocupada com o valor que ele oferece.

Segundo a FireEye, 51% das organizações acreditam que não estão prontas para um ataque cibernético. Aproximadamente um terço não testa ou atualizou seus planos de resposta a ataques e violações há mais de um ano, e apenas um quarto oferece treinamento avançado em segurança cibernética para os funcionários.

A FireEye também destacou algumas visões regionais interessantes. Por exemplo, o Japão é o único país onde há uma ênfase maior na detecção e não na prevenção, e a Coréia do Sul é o único país que acredita ser mais provável sofrer ataques patrocinados por outros Estados – outros países estão menos preocupados com ataques de Estados-nação.

No que diz respeito à nuvem, os Estados Unidos estão na liderança em termos de transição para sistemas em nuvem, enquanto a Alemanha e o Japão tiveram o maior número de entrevistados considerando a nuvem menos segura do que os sistemas locais, na comparação com a média global .

A França é o único país que indicou o treinamento em segurança cibernética como área de investimento com o maior impacto positivo. Menos de 1% das organizações na França não possui um programa de treinamento em segurança cibernética, em comparação com a média global de 11%.

 

Fonte: CISO Advisor / Relatório FireEye Cyber Trendscape 2020